Tuesday, June 9, 2009

Adeus


É verdade que prometi indirectamente que não voltaria escrever tragédias no blog, mas o que aconteceu hoje é inacreditável.

Lisie, uma rapariga tão sorridente, engraçada, faladora, simpática, doce, educada e saudável. O que te terá passado pela cabeça para cometeres uma loucura tão grande.
Será que foste sujeita a pressões elevadas? Será quetinhas falta de afecto ou, de alguma forma, te sentias de parte? Perguntas que ficaram no ar e que atormentarão o intelecto de cada um de nós.
Devias ter pedido ajuda a alguém a quem contasses os teus segredos, ou mesmo a algum amigo que te compreendesse.
O que sucedeu desencadeou uma agitação fortíssima que irá prevalecer para sempre. Não é justa a maneira como nos deixaste e ainda mais pesaroso é o facto de ter sido pea tua própria mão.

Impeles-nos, agora, a conjugar todos os verbos, referentes a momentos e ocasiões, no passado.
Foi um acto corajoso em relação à morte e cobarde em relação à vida. Tu tinhas força, capacidade e determinação par superar esses obstáculos. Acredito que tenha sido resultado de um acumular de factores que o fizeste, porque ninguém faz algo assim tão imprudente de ânimo leve.
Hoje já todos deixámos as lágrimas escorrer, uns ao longo da face, outros em torno do coração.
Neste momento constrangedor resta-me dizer-te um último adeus e lembrar-te que, apesar de já não estares junto de nós, cá dentro a tua presença será intemporal.
Termino este texto indignado com todo este doloroso panorama.

Um Abraço
Descansa em paz, Lisie !
:/

Sunday, June 7, 2009

A Escrever, Novamente



Parecendo que não, já caminho para o desleixo de quase um ano que não faço login aqui no blog. Talvez por ter muito que fazer ou simplesmente por esquecimento. De qualquer maneira, o desinteresse é notável e, como contra factos não há argumentos, nem vou tentar arranjar mais justificações.


Há muito que não escrevo. Subitamente perdi esse vício, nem sei bem porquê. Quando escrevia, normalmente, era para despejar aquele nó na garganta que, concerteza, toda a gente já sentiu. Parece-me que esqueci essa necessidade por não ter tantos problemas emocionais e algumas tristezas, o que até acaba por ser positivo.

No entanto, encaro, por outro lado, a longa data de muita fala e pouca escrita como algo negativo. Espero bem que o jeito para escrever não tenha ultrapassado o "prazo de validade".

Quero conjugar estes tempos minimamente felizes e satisfatórios com os tempos de escrita reconfortante. Por isso, falarei do porquê do acto de escrita, como surge e quando.

Do meu ponto de vista, o meu génio de escritor não é fenomenal, embora já tenha recebido numerosos elogios de colegas, amigos e professores. Consigo transmitir todos os meus sentimentos para o papel, o que considero importante, na medida em que o leitor consegue compreender claramente o que vai dentro da minha cabeça.

É, talvez, uma escrita maioritariamente emocional e uma veia sentimentalista remota, uma vez que não tenho conhecimento de alguém que ocupe um grau de parentesco anterior ao meu que tenha a mesma fluência na produção de texto.

Esta exposição de pensamentos surge ocasionalmente e provém de duas situações: a primeira é a má disposição, a tristeza, o desgosto, a desilusão, no fundo a carência de um desabafo; a segunda situação é através daquilo que uma determinada música desperta em mim e, posteriormente, o seu manifesta. É por esta última que acredito que a escrita e a música são duas artes que andam de mãos dadas.

Vejo escrita como o espelho da alma e como algo que me oferece gozo pessoal. É um acto que, progressivamente, favorece a construção individual através da reflexão, tornando-nos até, pessoas mais racionais e flexíveis nos momentos fulcrais da nossa vida em que tomamos decisões.


Deste modo, findo o terceiro testamento do meu pequeno blog. Espero voltar a escrever brevemente. Cumprimentos!