
Notas do pensamento
Saturday, February 6, 2010
Noite

Friday, January 22, 2010
Desvalorização

Friday, January 8, 2010
Como vive o homem na sociedade

Tuesday, June 9, 2009
Adeus
Lisie, uma rapariga tão sorridente, engraçada, faladora, simpática, doce, educada e saudável. O que te terá passado pela cabeça para cometeres uma loucura tão grande.
Será que foste sujeita a pressões elevadas? Será quetinhas falta de afecto ou, de alguma forma, te sentias de parte? Perguntas que ficaram no ar e que atormentarão o intelecto de cada um de nós.
Devias ter pedido ajuda a alguém a quem contasses os teus segredos, ou mesmo a algum amigo que te compreendesse.
O que sucedeu desencadeou uma agitação fortíssima que irá prevalecer para sempre. Não é justa a maneira como nos deixaste e ainda mais pesaroso é o facto de ter sido pea tua própria mão.
Impeles-nos, agora, a conjugar todos os verbos, referentes a momentos e ocasiões, no passado.
Foi um acto corajoso em relação à morte e cobarde em relação à vida. Tu tinhas força, capacidade e determinação par superar esses obstáculos. Acredito que tenha sido resultado de um acumular de factores que o fizeste, porque ninguém faz algo assim tão imprudente de ânimo leve.
Hoje já todos deixámos as lágrimas escorrer, uns ao longo da face, outros em torno do coração.
Neste momento constrangedor resta-me dizer-te um último adeus e lembrar-te que, apesar de já não estares junto de nós, cá dentro a tua presença será intemporal.
Termino este texto indignado com todo este doloroso panorama.
Um Abraço
:/
Sunday, June 7, 2009
A Escrever, Novamente

Parecendo que não, já caminho para o desleixo de quase um ano que não faço login aqui no blog. Talvez por ter muito que fazer ou simplesmente por esquecimento. De qualquer maneira, o desinteresse é notável e, como contra factos não há argumentos, nem vou tentar arranjar mais justificações.
Há muito que não escrevo. Subitamente perdi esse vício, nem sei bem porquê. Quando escrevia, normalmente, era para despejar aquele nó na garganta que, concerteza, toda a gente já sentiu. Parece-me que esqueci essa necessidade por não ter tantos problemas emocionais e algumas tristezas, o que até acaba por ser positivo.
No entanto, encaro, por outro lado, a longa data de muita fala e pouca escrita como algo negativo. Espero bem que o jeito para escrever não tenha ultrapassado o "prazo de validade".
Quero conjugar estes tempos minimamente felizes e satisfatórios com os tempos de escrita reconfortante. Por isso, falarei do porquê do acto de escrita, como surge e quando.
Do meu ponto de vista, o meu génio de escritor não é fenomenal, embora já tenha recebido numerosos elogios de colegas, amigos e professores. Consigo transmitir todos os meus sentimentos para o papel, o que considero importante, na medida em que o leitor consegue compreender claramente o que vai dentro da minha cabeça.
É, talvez, uma escrita maioritariamente emocional e uma veia sentimentalista remota, uma vez que não tenho conhecimento de alguém que ocupe um grau de parentesco anterior ao meu que tenha a mesma fluência na produção de texto.
Esta exposição de pensamentos surge ocasionalmente e provém de duas situações: a primeira é a má disposição, a tristeza, o desgosto, a desilusão, no fundo a carência de um desabafo; a segunda situação é através daquilo que uma determinada música desperta em mim e, posteriormente, o seu manifesta. É por esta última que acredito que a escrita e a música são duas artes que andam de mãos dadas.
Vejo escrita como o espelho da alma e como algo que me oferece gozo pessoal. É um acto que, progressivamente, favorece a construção individual através da reflexão, tornando-nos até, pessoas mais racionais e flexíveis nos momentos fulcrais da nossa vida em que tomamos decisões.
Deste modo, findo o terceiro testamento do meu pequeno blog. Espero voltar a escrever brevemente. Cumprimentos!
Friday, July 11, 2008
Insegurança

As pessoas entram e saiem da nossa vida constantemente. Algumas nem nos marcam com muita intensidade, no entanto nunca as esquecemos.
Fica sempre alguma recordação a ecoar na mente, algo que as caracterizou, seja essa lembrança uma imagem, um rosto, um sorriso, uma gargalhada, uma singela cor ou um simples som...
Entre aqueles que passam por nós, temos sempre alguém que nos marca tanto; pela sua maneira de ser, a sua personalidade, a sua aparência, o seu sorriso, o seu olhar.
Começamos a afeiçoar-nos àquele rosto que, a dada altura, estabelecemos uma relação, em fase inicial, de pacata amizade. Mas, com o tempo, e se formos correspondidos, vamos tendo algo mais para dar e que esperamos receber. Isto porque algo me atrai nesse alguém que me fez sorrir, com quem dei gargalhadas.
Surge aquele turbilhão de sentimentos dentro de mim e, a partir de um simples olhar estremeço e vibro de emoção por saber que estou a ser seduzido por alguém que quero apertar contra o peito, trocar gestos de ternura.
Mil e uma coisas me atravessam a alma, mas a minha consciência impede-me de progredir por pensar que estou a ser precipitado e posso prejudicar-me se ELA for intransigente.
Mas, quando chego a este ponto, fico perdido no meio das minhas emoções, não me consigo orientar por não saber se devo progredir ou recuar.
Nesta fase, a vida está certamente a pôr-me à prova, mas até que ponto este teste pode ser benéfico? Posso passar e ter a recompensa, ou falhar e, mais uma vez, passar um mau bocado. Sinto que não estou a pisar um solo fácil e firme, mas sim um solo abrupto e frágil.
Mas o que devo fazer? Estarei mesmo desarmado ou essa é uma noção demasiado ingénua?
Por vezes penso que o que sinto por ela pode ser algo incerto, mas nesse momento está lá a saudade, a apertar-me o coração. Ter tanta necessidade de estar com ela quer, concerteza, dizer alguma coisa. Penso que tenho de explorar melhor esse intenso sentimento.
Não posso parar o tempo, mas continuarei a ser prudente e terei que tomar uma atitude.
Entre muitas pessoas que já passaram por mim e me deixaram à deriva nos dissabores da vida, quero que esta seja alguém que valha a pena, quero que preencha esta lacuna com algo inesquecível e magnífico, em vez de a preencher com mais uma ferida ou desilusão.
Pedro Teixeira
Wednesday, June 27, 2007
Desperate

Por isso era tão importante, em nome da satisfação e do bem-estar, que as coisas podessem ser diferentes.
Mais uma vez a solidão me invade, deixando-me vulnerável, entregue ao destino. Situações constrangedoras, sem dúvida. Sinto-me inútil, já não tenho forças. Chamem-me fraco, mas agora que estou aqui sem forças para continuar a lutar, porque não admito que me humilhem antes de ter atingido o meu limite, porque anteriormente a esse nível eu mantive-me de pé e dei o meu melhor. Apesar do meu orgulho ainda estar próximo e com ele todas as coisas de que não me arrependo de ter feito, não me é permitido esboçar um sorriso, porque o sabor da derrota ainda está bem patente nas minhas feridas e no meu estado de espírito, esse dissabor invade-me profundamente.
Se o autor dos factos que desencadearam a minha destruição interior ainda duvida dos resultados, pode agora festejar o sucesso, pois as consequências já se fizeram sentir cá dentro de forma incisiva.
Permanecerei aqui, casto na escuridão, em silêncio, mas cá no fundo há um voz que deseja gritar e não consegue pois perdeu todo o fôlego. Falta-me a firmeza, a defesa impenetrável.
A determinação acabou, a dor intensa prevalece.