
A vida é feita de rotinas, do quotidiano que por vezes se torna tãão monótono. Sempre as mesmas pessoas, sempre as mesmas caras, os mesmos lugares, o mesmo mundo- mas deste último nao podemos fugir.
As pessoas entram e saiem da nossa vida constantemente. Algumas nem nos marcam com muita intensidade, no entanto nunca as esquecemos.
Fica sempre alguma recordação a ecoar na mente, algo que as caracterizou, seja essa lembrança uma imagem, um rosto, um sorriso, uma gargalhada, uma singela cor ou um simples som...
Entre aqueles que passam por nós, temos sempre alguém que nos marca tanto; pela sua maneira de ser, a sua personalidade, a sua aparência, o seu sorriso, o seu olhar.
Começamos a afeiçoar-nos àquele rosto que, a dada altura, estabelecemos uma relação, em fase inicial, de pacata amizade. Mas, com o tempo, e se formos correspondidos, vamos tendo algo mais para dar e que esperamos receber. Isto porque algo me atrai nesse alguém que me fez sorrir, com quem dei gargalhadas.
Surge aquele turbilhão de sentimentos dentro de mim e, a partir de um simples olhar estremeço e vibro de emoção por saber que estou a ser seduzido por alguém que quero apertar contra o peito, trocar gestos de ternura.
Mil e uma coisas me atravessam a alma, mas a minha consciência impede-me de progredir por pensar que estou a ser precipitado e posso prejudicar-me se ELA for intransigente.
Mas, quando chego a este ponto, fico perdido no meio das minhas emoções, não me consigo orientar por não saber se devo progredir ou recuar.
Nesta fase, a vida está certamente a pôr-me à prova, mas até que ponto este teste pode ser benéfico? Posso passar e ter a recompensa, ou falhar e, mais uma vez, passar um mau bocado. Sinto que não estou a pisar um solo fácil e firme, mas sim um solo abrupto e frágil.
Mas o que devo fazer? Estarei mesmo desarmado ou essa é uma noção demasiado ingénua?
Por vezes penso que o que sinto por ela pode ser algo incerto, mas nesse momento está lá a saudade, a apertar-me o coração. Ter tanta necessidade de estar com ela quer, concerteza, dizer alguma coisa. Penso que tenho de explorar melhor esse intenso sentimento.
Não posso parar o tempo, mas continuarei a ser prudente e terei que tomar uma atitude.
Entre muitas pessoas que já passaram por mim e me deixaram à deriva nos dissabores da vida, quero que esta seja alguém que valha a pena, quero que preencha esta lacuna com algo inesquecível e magnífico, em vez de a preencher com mais uma ferida ou desilusão.
Pedro Teixeira
As pessoas entram e saiem da nossa vida constantemente. Algumas nem nos marcam com muita intensidade, no entanto nunca as esquecemos.
Fica sempre alguma recordação a ecoar na mente, algo que as caracterizou, seja essa lembrança uma imagem, um rosto, um sorriso, uma gargalhada, uma singela cor ou um simples som...
Entre aqueles que passam por nós, temos sempre alguém que nos marca tanto; pela sua maneira de ser, a sua personalidade, a sua aparência, o seu sorriso, o seu olhar.
Começamos a afeiçoar-nos àquele rosto que, a dada altura, estabelecemos uma relação, em fase inicial, de pacata amizade. Mas, com o tempo, e se formos correspondidos, vamos tendo algo mais para dar e que esperamos receber. Isto porque algo me atrai nesse alguém que me fez sorrir, com quem dei gargalhadas.
Surge aquele turbilhão de sentimentos dentro de mim e, a partir de um simples olhar estremeço e vibro de emoção por saber que estou a ser seduzido por alguém que quero apertar contra o peito, trocar gestos de ternura.
Mil e uma coisas me atravessam a alma, mas a minha consciência impede-me de progredir por pensar que estou a ser precipitado e posso prejudicar-me se ELA for intransigente.
Mas, quando chego a este ponto, fico perdido no meio das minhas emoções, não me consigo orientar por não saber se devo progredir ou recuar.
Nesta fase, a vida está certamente a pôr-me à prova, mas até que ponto este teste pode ser benéfico? Posso passar e ter a recompensa, ou falhar e, mais uma vez, passar um mau bocado. Sinto que não estou a pisar um solo fácil e firme, mas sim um solo abrupto e frágil.
Mas o que devo fazer? Estarei mesmo desarmado ou essa é uma noção demasiado ingénua?
Por vezes penso que o que sinto por ela pode ser algo incerto, mas nesse momento está lá a saudade, a apertar-me o coração. Ter tanta necessidade de estar com ela quer, concerteza, dizer alguma coisa. Penso que tenho de explorar melhor esse intenso sentimento.
Não posso parar o tempo, mas continuarei a ser prudente e terei que tomar uma atitude.
Entre muitas pessoas que já passaram por mim e me deixaram à deriva nos dissabores da vida, quero que esta seja alguém que valha a pena, quero que preencha esta lacuna com algo inesquecível e magnífico, em vez de a preencher com mais uma ferida ou desilusão.
Pedro Teixeira